segunda-feira, 25 de junho de 2012

E n t r e _ a _ R a z ã o _ e _ o _ C o r a ç ã o

Passaram Invernos,
Passaram Verões
e as outras estações...

Mas tu,
tu ficas sempre.
Tão essencial
como o chão, o oxigénio, o sol...
Ficas em mim, preso em cada poro, retido em cada memória;
em cada sorriso feliz que esbocei;
em cada gargalhada que dei;
na dança que dançámos ao luar;
na manhã da ribeira, onde não fomos nadar;
nas viagens de dedos entrelaçados;
nos pensamentos que me completaste;
na calçada escura da cidade...

Ficas mais colado a mim, que uma pastilha elástica no cabelo...

E não quero,
sei que não quero esquecer-me de ti
mas preciso,
a vida pela metade não me preenche
a tua ausência não me seduz
o teu suor não cola no meu
e as noites não têm boas surpresas,
não há ninguém na multidão que apareça vindo do nada e me beije sofregamente...

Tenho a memória dividida entre a razão e o coração.

5 comentários:

  1. Eu seguiria o coração.

    Gostei muito do texto.

    Beijinhos

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  2. Há momentos em que devemos seguir a razão...

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  3. Lynce, lindo seria eu não estar dividida...

    Joana, sou demasiado racional às vezes, e outras, ajo por impulso... Era tão mais fácil, se houvesse receptividade do outro lado..

    Von, pois claro, isto do coração não é só como nos livros, uma pessoa precisa amar com o corpo também :P

    Fogo, tenho medo que essa razão não me deixe viver e ser livre... sim, sei que deve ser usada com coerência, mas eu, quando vejo que algo resulta muito bem, tendo a usá-lo com frequência...

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