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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

C o m o _ t e _ a m o ?


Engordo-te com mimos,
 Suspiros, sonhos e muita ternura.


Faço-te tomar elixires.

Quero-te embriagado
Da casta de volúpia mais pura…

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

D e s c o m p r e s s ã o


Quando a tristeza me corre nas veias,
É aí, que me sinto impelida a escrever.
Como a água que sobe do fundo do poço,
Assim me chegam as lágrimas aos olhos,
Vindas do fundo do coração…

E de repente,
Surge um alívio.
Um sapato apertado que sai do pé,
Um casaco despido num dia quente,
Um orgasmo contido que acabou.

Um alívio traduzido em caracteres.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A q u i


Deambulo de janela em janela
E em nenhuma vejo o fim
Em nenhuma encontro soluções
E busco…


Perco-me em sentir
Perco-me em estranhas mas não raras sensações…
Foras tu meu, sem o seres,
Que possuir-te já é perder-te
E eu estaria só apenas na tua ausência.
Ando, vagueio, e não me encontro
Busco-me e nem sou eu…
Que me fizeste?
Para onde me roubaste a alma,
Que a busco sem fim e já sem calma…
Encontra-me, pois que só quando me encontras
Eu me encontro e sou feliz.

H o j e _ n ã o _ m e _ r e c o m e n d o


Livre,
Como o vento que me finta os dedos da mão aberta,
como o vento que inspiro e não retenho por muito tempo.

 Tenho o peito cheio,
cheio de ti,
cheio do nada que deixas à tua passagem
ou do arrepio momentâneo…
Cheio de algo que não vês, ou não queres ver…
Farto, como o abade de comeu demais e sem te ter
Se sacia de belos manjares não tão de seu agrado.
Outros, que embora querendo
Não suplantam a tua presença,
Não são mais do que presenças que estão.
Não me preenchem como tu.
Tu não estás,
Tu ficaste…
 Permaneces em mim como uma cicatriz que não sara.
E vais…
Voa,
Vai com o vento
Onde ele te levar…
Sê livre como vento e não como ar que se deixa aprisionar.
Eu estarei aqui; como um cata ventos que só escolhe o rumo à tua passagem…

sábado, 7 de novembro de 2009

L e m b r o - m e



Lembro-me
De te ver ébrio,
Trajado,
Embaraçado…
Tolinho
A dançar! =)
Lembro-me
Dos teus beijos,
De me levantares ao colo
E do nosso abraço…

E sorrio
Como quem ainda tem isto tudo.








imagem:
O Beijo, de Constantin Brancusi, em 1910."O Beijo" é uma escultura do artista romeno Constantin Brancusi, que mostra dois amantes entrelaçados num beijo apaixonado só se distinguem o suficiente para serem identificáveis como indivíduos diferentes.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O _ V e r b o _ P r o í b i d o

Escrevo, de olhos fechados e
Meio alcoolizada,
Frases que se afiguram
No vazio da minha cabeça…
Frases vibrantes
Cheias de potencial!

e…
Lembro-me de ti…

O sol da manhã brindava-te
Através da janela,
adormecido,
Permanecias inamovível
Como uma rocha…

Sim.
crescem,
multiplicam-se palavras versadas
Que falam de ti…

Assombras os meus dias
As minhas noites,
A minha sanidade está volátil…

Não sei se me ouves,
Se me lês!
Se me entendes…

Sei que há em mim um verbo
Terminado em –ar
Mas não definido.

Teimas em te afastar…

Querias conhecer-me?
Tenho pouco para desvendar,
Sabendo que metade de mim pensa em ti
e a outra metade faz por não pensar…

Olho-me ao espelho,
Não consigo distinguir nesta fisionomia
Como se processa esta coisa do sentir…
Onde mora o GPS
Que me desorienta os dias…
Dias a fio que passo a gostar de ti…

sábado, 17 de outubro de 2009

T r a ç o _ L e v e

Traço caminhos contínuos na tua pele,
caminhos com um toque leve
daquela leveza que arrepia e
faz apetecer mais…

Caminhos inconstantes,
constantemente perdidos,
ocasionalmente repetidos…

Oscilam em ondas…
Diagonais,
verticais,
horizontais…

Os caminhos que traço na tua pele…

Quero mais…


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

?

suspiro...


Balanço nas palavras dele

Como se fossem doces e carinhosas…

Ficaram presas nos meus ouvidos

e são só banalidades,

barbaridades...


Oferece-me uma bebida

e apesar de a detestar,

fico encantada com o gesto...


Diz que está sem telemóvel

e eu

fico encantada com a delicadeza de receber tal informação...


Dizem-me que devo desistir dele

Mas eu...

Estou presa...

assim…
Presa como uma blusa de malha a um prego.
Temo que ao me afastar
me desfaça em nada…
e depois?
quem me monta de novo?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

S e m _ S e n t i d o

Abro janelas que fecho no segundo seguinte.
Abro e fecho
Repetidamente, sem nada proferir.
Janelas onde montes de letras lamechas agrupadas,
Revelariam tanta
E tão pouca coisa.

As minhas ideias isoladas,
Aqueles amores sem receptor.

Monólogos de sentimentos,
Palavras de uma loucamente apaixonada.

E por isso,
Fecho as janelas,
O coração,
A sanidade…
E guardo um amor reprimido,
De onde esporadicamente saem “adeus” em jeito de “olás”.

Sem sentido…


uma banda sonora que dá que falar

terça-feira, 1 de setembro de 2009

S t O n E

Quero ser…
Se pudesse ser…
Uma pedra!

Sim
Uma rocha granítica
Que é grande e não pensa!
Que é grande, não pensa mas que te atrai…

Sim, quero ser uma pedra
Bem grande, para não me chamares menina.
Grande para constituir um bom desafio,
Pois como dizes:
“não basta estalares os dedos para me teres”…

Quero ser uma pedra grande, dura e difícil.

Mas mais que tudo
Quero ser uma pedra que não sente
Nem pensa em ti.



a um praticante de boulder

domingo, 26 de abril de 2009

O u _ S i m _ O u _ S i m

Está frio…

Faz vento…

Corre destemido e
Embate nas coisas
Mas não se magoa…

Faz vento

Não estás comigo…

Quando estamos juntos também faz vento?
Abraças-me no aconchego do teu olhar
Ele embate e não magoa…

Quando voltares,
Se não houver vento,
Abraça-me na mesma!
Vai estar calor e quero partilhá-lo contigo

domingo, 29 de março de 2009

A p e t e c e s - m e

Quase perfeito…
Quase!
Como o fruto proibido do paraíso…

Apeteces-me!

Não, não gosto de ti.
No entanto,
Estremeço a cada simples toque teu…

Cheiras a pecado humano e
Apeteces-me!

E Assim…
Por uma vontade tão simples
Como a de Eva…
Um dia no paraíso,
O fruto proibido
Foi comido!


domingo, 1 de março de 2009

S o m o s _ E u


Chama-se Vesúvia
E é só o alter-ego pecador, de um anjo
Outrora celestial…

Escreve como quem sonha
E sonha sempre que quer…

Não sei,
Nem quero saber,
Como faz ela tal façanha…

Mas nela me transformo
Sempre que peco.
Sempre que em pensamentos se extravia a minha razão…
Sempre que uma ponta muito longa de luxúria
Teima em sobrepor-se às coisas amorosas do coração…

Rubra,
Como as minhas faces coradas,
É a cor da sua personalidade.
Quente,
É o seu temperamento.
Provocadora de instinto
É a tempestividade que lhe dá alento.

E sonha sempre que quer,
Porque no sonho exalta o pensamento…

domingo, 15 de fevereiro de 2009

L a s c í v i a



Devaneio numa certa tentação…
Passar a barreira do socialmente aceite
Cair na perdição.
Cair…
Deixar-me levar…

Viver além do limite!
Ultrapassar status!

Provar o pecado…


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

V a z i o _ D e s i m p e d i d o _ L i v r e _ e _ T r i s t e

Como se escreve o vazio?
Com letras??

Não.
Qualquer caracter preenche o espaço
E preencher é tornar menos vazio…

Eu escrevo
Sim,
Ocupo os espaços vazios
Nas folhas brancas
Nos guardanapos
Nas toalhas de papel manchadas de vinho

Só não sei escrever sobre o vazio
Que vai no meu coração…

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

E s p é ci e D e D e f i n i ç ã o

Genialidade?

Essa, engoli-a como quem pediu pra vir à vida

Chegou, assentou e teimou em sair feita escrita

Apresenta-se em rasgos,
Um ou outro dia…

Sem razões
Sem horas

Sobrepõe-se ao som da telefonia.

Genialidade?

Sai-me da ponta dos dedos
Directamente prá dactilografia

E mesmo quando as mãos param
Ela levanta-se!

Qual electricidade estática…

Queria-a muitas vezes quando não me chega.
Queria…

Mas a genialidade não se pede
Surge!
Aparece!

Às vezes…

Paro.
Penso.

Parece-me magia…

domingo, 30 de novembro de 2008

E x p e r i m e n t a r

Amores,
Cores,
Sabores,
Flores,
Odores
E calores

Há tantos!
Tão variados…
Tão bons…
Tão maus…
Tão quentes ou tão frios.

Se podemos experimentar,
Porquê escolher um só?

Porquê restringir experiências numa só escolha?

Estabilidade?
A vida não é estável, nunca foi…

Mais vale viver tudo ao máximo!

Procurar o êxtase em cada canto,
Na pluralidade de personalidades
Nos estados de animo!

Fazer com que o ciclo por ser ciclo não seja repetitivo

Mas variado…

Fazer com os verdes tenham tonalidades,
Dizer não à monocromia!

Que a intensidade do calor
Não determine estações
Que um dia, seja diferente de outro dia

Que as pessoas mudem de humor
Como quem muda de cuecas

Porquê restringir experiências numa escolha,
Se num segundo podemos mudar as nossas metas?

domingo, 23 de novembro de 2008

L e v a - m e

Leva-me de mim pra ti,
Extrapolando a realidade
O agora…

Leva-me para onde não há ninguém.

Só,
Apenas e Simplesmente a nossa fusão.
Os dois,
unos num.
Fazendo-me sentir inteiramente metade de ti.

Metade de ti e de mim,
Metade de nós por inteiro.

Ou nada…
Ou tudo…

Faz simplesmente,
que a confusão da nossa mistura
resulte em prazer.

Surpreende-me,
Que eu fecho os olhos,
Pra te sentir
Sem te ver…

sábado, 1 de novembro de 2008

U m D o i s T r ê s Q u a t r o


Odeio-o um!
Adoro outro…
E se aqueloutro me dá tesão,
O quarto é uma grande indecisão!




Odeio o que me deixa com um sorriso parvo na cara...
Adoro o que queria como mais que amigo...
Aqueloutro acompanha-me nos fetiches ...
E o quarto nem sei…

quarta-feira, 4 de junho de 2008

fantasma à luz do sol

AH!!!
Gritei mentalmente surpresa!

Passaste por mim
Reconheci-te
E por Longos instantes,
fiquei presa!
Virei-me de costas,
Como se o vento da tua passagem me virasse
E fiquei a balbuciar mentalmente
“É ele! Foi ele!”
Mas tu…
Continuaste…
Seguiste
E foste…
Nem sequer reparaste…